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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Desafio de Cinema (43-52) - Nacional



Cá estamos para mais uma edição do Desafio de Cinema, com um tema que muito me apraz: Cinema Nacional ou Cinema Português. Infelizmente, não temos uma Indústria Cinematográfica em Portugal e, mesmo assim, faz-se muita coisa com qualidade. No entanto, usa-se muito a desculpa de que não existe dinheiro ou público e muitos são os que desistem dos seus projectos. 

E foi por isso mesmo que decidi escolher um filme que ainda não vi, que quero muito ver, e que não teve qualquer apoio do Estado, qualquer subsídio. Foi fruto da obstinação de algumas pessoas e do trabalho de actores de talento, sem quantias milionárias pelo meio, com o mínimo de recursos e no mais curto espaço de tempo possível. 

Para os mais distraídos que ainda não perceberam qual o filme da semana, irei sugerir-te o mais recente filme realizado por Diogo Morgado, Malapata. É uma comédia, estilo pouco explorado em português, e que junta um elenco mesmo muito interessante e com personalidades inesperadas, como Luís de Matos e Ana Malhoa. 

Pela parte que me toca irei tratar de colmatar a minha falha e ver este filme o mais rápido possível, e tu? Já conhecias este filme? Qual a tua opinião? 


Sinopse
Malapata retrata a história de dois homens que vivem a experiência que quase todos nós em algum dia fantasiámos ter: ganhar a Lotaria. Uma comédia leve, em registo real e em torno de dois indivíduos que, de um dia para o outro, vêem as suas vidas dar a maior das voltas ao ficarem alegadamente milionários, e que, levados pelo entusiasmo, fazem as maiores e mais disparatadas excentricidades. Sorte... ou falta dela, a verdade é que tudo estará prestes a mudar para estes dois heróis. A partir do momento em que percebem que são vítimas de uma estranha e inexplicável Malapata. 

Os mais bizarros e infortúnios azares quase lhes acaba por custar a vida. Que Malapata é esta? Por que é que isto lhes está a acontecer? Carlos e Artur vão perceber que isso será talvez o início do fim. Pelo caminho percebem também que as melhores coisas da vida não se compram. 


Acompanha o Desafio de Cinema - 52 Filmes em 52 Semanas e vê os próximos temas. 

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Passatempo Halloween - Cookie TinyBite



Existirá melhor timing para lançar um passatempo comemorativo de Halloween do que uma mítica Sexta-feira 13?? Pois, foi o que eu pensei. Aliás, eu e a querida Teresa da Cookie TinyBite, que quis muito presentear-te com um dos produtos especiais que está a lançar nesta quadra assustadora que é o Halloween. 

Como os mais atentos se lembram, a primeira vez que falei nesta parceria foi no 5.º Aniversário do blog, e tem sido um gosto imenso trabalhar com esta loja que tem sempre os produtos mais giros, com umas bonecas muito interessantes, pois são fofas sem se tornar infantil ou demasiado girly, coisa que a mim muito me agrada. Inclusivamente, esta menina, gentilmente, me enviou uma linda garrafa que conto, muito em breve, partilhar contigo de tão linda que ficou. 

Passando ao que interessa, ou seja, ao prémios que podes ganhar. Como já referi, terá uma boneca especial comemorativa (e assustadora) desta época de Halloween, estampada numa Sweat, aliás, em DUAS Sweats. Ah pois, trata-se de um modelo para adulto e outro para criança, o que significa que são dois prémios para um vencedor e que aposto já te estás a questionar como podes ganhar, certo? 


Portanto, para te habilitares só precisas de: 



Algumas regras: 
  • Só é permitida uma participação por pessoa. 
  • Passatempo válido para Portugal Continental e Ilhas. 
  • O nome do vencedor será anunciado aqui e será contactado por e-mail, ao qual terá de responder nas próximas 48 horas. Se o prémio não for reclamado nesse prazo, será realizado novo sorteio. 
  • Termina em 25 de Outubro. 
Boa sorte, com doces ou travessuras!! 

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

O amor não escolhe idades



Ai, o amor, o amor! Haverá tema mais explorado e com tanto ainda por dizer? Quer-me parecer que poderia escrever 365 posts consecutivos, sem me repetir, e muita coisa ficaria por explorar, com toda a certeza. Por amor, o ser humano é capaz do melhor e do pior. Este mecanismo misterioso que nos faz apaixonar por uma pessoa em detrimento de outra é algo fascinante e, a meu ver, impossível de explicar de uma forma que se aplique a tudo e a todos. 

Eu que sou pessoa que gosta de polémicas, como podes comprovar aqui, só para dar um pequeno exemplo, dei por mim a pensar no tanto que incomoda o mundo quando um casal tem uma diferença de idades superior ao que a sociedade determina. Como se existisse um padrão de sucesso, que nos levasse a afirmar que devido ao teu namorado ou namorada ter mais 20 anos do que tu fosse impossível que fossem felizes. 

A minha irritação com este tipo de preconceito nem se prende com a possibilidade destas pessoas terem ou não razão no que dizem, mas por se acharem no direito de dizer aos outros o que fazer das suas vidas e a quem devem ou não entregar o seu coração. Eu própria, não sou melhor do que ninguém, e tenho opiniões sobre a probabilidade de sucesso das relações que conheço. Nalgumas acredito, noutras nem tanto e pelos mais infindáveis motivos, onde a idade é das últimas coisas a ter em linha de conta. A diferença é que não me ponho a "vender" a minha verdade aos envolvidos, como se fosse a pessoa mais indicada para decidir por eles. 

Além disso, vamos lá pensar em conjunto, quantos casais, com a mesma idade ou na mesma faixa etária, namoram, casam, têm filhos, compram casa e cumprem todos os supostos requisitos da sociedade para passar toda uma vida juntos, terminam com um divórcio ao fim de uns quantos anos de aparente felicidade? Apesar de ninguém começar uma relação a pensar no seu final, a verdade é que todos sabemos que existe uma forte possibilidade de que esse dia venha a chegar. Especialmente, quando perdemos alguns dos factores sociais e económicos que levavam a que muitos casamentos durassem até à cova, mesmo quando os seus intervenientes já não se sentiam felizes na relação. 

Nos nossos dias, ainda existe, mas serão cada vez menos os casos e todos almejamos viver felizes com a pessoa que escolhemos ter ao nosso lado. Portanto, quando alguém se apaixona por uma pessoa mais velha, também é possível que não seja para sempre, mas valerá sempre a pena viver esse amor enquanto for bom para ambos. Porque, no final, é o que vivemos de espectacular que nos fará sorrir e sentir que vivemos plenamente e não nos limitamos a existir. 

Outra questão importante, quando analisamos este tema das idades, é a recorrente diferença com que avaliamos a situação mediante o género da pessoa mais velha. Se for um senhor de meia-idade (ou mais) que se passeia com uma menina de 20, o fulano é o maior e anda a gozar a vida. Ao passo que se estivermos a falar de uma senhora de 40 ou 50 que namora com um gato de 20, cai o Carmo e a Trindade! A velha não tem vergonha da figura que anda a fazer, anda a tentar parecer uma jovenzinha sem noção das responsabilidades. O único factor comum desta equação é a de que os jovens envolvidos têm sempre uma motivação material para se envolverem com alguém mais velho. 

Como se não fosse possível alguém mais novo conhecer alguém tão interessante, por tudo o que a experiência de vida já lhe deu, tão estimulante e fascinante e se apaixonar, ainda que a pessoa esteja uns quantos degraus à frente nesta coisa da idade. Não sou uma inocente, não penses. Sei que existem pessoas que o fazem por mero interesse, seja por dinheiro ou por projecção mediática ou outro qualquer factor externo ao amor. No entanto, não acredito, de forma alguma, que seja uma regra a aplicar a todos os casos. 

O que achas deste assunto? Acreditas em relações onde existe uma grande diferença de idades? Ou será que até já viveste alguma?? 

terça-feira, 10 de outubro de 2017

#Livros - O Reino do Meio, de José Rodrigues dos Santos



Sinopse
A guerra rebenta em Espanha e o Japão invade a China. Uma relação extraconjugal nos Açores, o atentado contra Salazar e as intrigas palacianas em Tóquio aproximam o coronel Artur Teixeira do cônsul Satake Fukui na mais imprevisível e perigosa das cidades - a Berlim de Adolf Hitler. 
Lian-Hua, a chinesa dos olhos azuis, está prometida a um desconhecido quando vê os japoneses entrarem em Pequim e a sua vida se transforma num inferno. O mesmo espectáculo é observado pela russa Nadezhda Skuratova em Xangai, onde se apaixona por um português que a forçará a uma escolha impossível. 

A Berlim do blackout, dos boatos e das anedotas, do Hotel Adlon, das suásticas que brilham à noite e das lojas vazias com vitrinas cheias; a Pequim das mei po casamenteiras, dos chi pao de seda, dos cules e dos riquexós; a Tóquio do Hotel Imperial, dos golpes no Kantei, do zen e dos códigos de honra giri e ôn; e a Xangai da Concessão Internacional, dos portugueses do Clube Lusitano, dos néones, do Bund, das taxi-girls russas e dos bordéis. 

Senhor de uma prosa sem igual, José Rodrigues dos Santos está de regresso ao grande romance com a conclusão da história inesquecível das quatro vidas que o totalitarismo moldou. Lendo-se como um romance autónomo, O Reino do Meio encerra em grande estilo a polémica Trilogia do Lótus, uma das mais ambiciosas e controversas obras da literatura portuguesa contemporânea. 

Opinião
Depois de me ter roído de curiosidade, enquanto ansiava pelo lançamento deste livro, lá chegou o grande dia em que o recebi e me agarrei a ele com sofreguidão. Foi mais um fim de semana de leitura compulsiva, com paragens apenas porque o cansaço, por vezes, fala mais alto e é preciso descansar um pouco para voltar a perder-me na história e nas personagens. 

Como sempre, senti-me a viver a História de um novo ponto de vista mais pessoal e a conhecer algumas das personalidades que povoam o nosso imaginário. Sem esquecer os nossos quatro protagonistas ficcionais, que nos levam gentilmente por esses caminhos e pelas encruzilhadas das próprias vidas. 

Dado que tenho um interesse muito particular por tudo o que envolve a II Guerra Mundial, foi muito entusiasmante perceber um pouco melhor a forma como Adolf Hitler era visto pelas pessoas na Alemanha e no mundo. Mais, entender a forma estratégica como Salazar lidou com a chegada desta guerra e nos colocou firmemente de parte, negociando a nossa neutralidade criando moedas de troca para ambos os lados da contenda. 

Em Xangai, somos confrontados com os nossos descendentes de Macau, muitos sem nunca ter pisado solo português, mas que mantêm no coração um amor por uma pátria desconhecida e misteriosa que lhes dá muito pouco valor. Os mais jovens já não conhecem a nossa língua, mas cultivam essa admiração por uma herança passada de boca em boca, mais imaginada que lembrada. 

Sem querer criar spoilers, que já sabes que não gosto disso, tenho de manifestar a minha indignação pelo final do livro. A forma como termina, sem que chegue efectivamente ao fim, sem sabermos o que sucede depois com cada personagem. Sabemos o seu destino, mas não o que aconteceu. É frustrante para quem acredita que esta história termina com este livro. 

Não é o meu caso, devo dizer. Para te explicar melhor a minha teoria conto-te que estes três livros são narrados por um personagem, sobre o qual sabemos muito pouco, que se encontra muito doente, em fase terminal, e que decide, antes que a morte o leve, escrever a história de vida de quatro amigos que foram para si muito importantes e especiais. 

Quando o relato deste narrador termina, a II Guerra Mundial tinha acabado de estourar e, como deves imaginar, os protagonistas certamente viveram muitas outras coisas daí em diante. Até porque, neste relato, não nos é explicada a relação do próprio com eles, não se cruzaram ainda. Portanto, quer-me parecer que ainda iremos conhecer mais aventuras do Lótus ou outro nome qualquer que o autor decida colocar nos próximos livros. Certamente, serão relatados por um qualquer familiar do primeiro narrador que, ao encontrar os manuscritos e o material que este ainda possuí, decide continuar a contar os sucedidos. 

O que achas da minha teoria? Lê os livros, rende-te à Trilogia do Lótus, e depois conta-me se achas mesmo que não tenho razão!  

"O português do continente ou das ilhas, transplantado para o ultramar, o Brasil, os Estados Unidos, as ilhas Havai ou a Venezuela, é outro passado curto espaço. Mantendo as qualidades do berço, a sentimentalidade lusitana, o amor da terra, as saudades da pátria, esse português apresenta-se não através das gerações, mas ele próprio, com outro espírito de iniciativa e decisão, maior grau de sociabilidade, outro afã no trabalho, maior largueza de pensamento e, mesmo quando não é mais culto, decididamente outro homem."

"Porque sei que é [o país mais bonito do mundo]. Porque o meu coração me diz que é. Porque quando olho para a minha bandeira ela me diz quem eu sou. Porque quando vejo um português de Xangai ou um macaense ou um timorense ou um goês ou qualquer outro descendente de portugueses na Ásia, como em Malaca, nas Flores ou nas Molucas, sei que todos partilhamos esta coisa maravilhosa que é ser português. Não lhe sei explicar, menina, além de dizer que, apesar de serem raros os portugueses de Xangai ou de qualquer outra parte da Ásia que alguma vez visitaram a Metrópole, todos guardam dentro de si a nostalgia da pátria amada. Talvez o que sinto seja uma miragem e este grande Portugal que nós aqui na Ásia idealizamos nem sequer exista. Se calhar não passa mesmo de uma fantasia romântica de euroasiáticos sonhadores, não digo que não, até porque o nosso país praticamente ignora-nos, o que muito nos custa e temos até uma certa dificuldade em compreender. Mas gostamos de imaginar que, apesar de nos ter esquecido, Portugal é o nosso pai. Somos portugueses e isso basta-nos para estarmos de bem connosco e com o mundo. Tenho estes olhos de asiático, é certo, mas aqui no peito bate um coração lusitano." 

Podes encomendar o teu exemplar aqui, com 10% de desconto imediato e portes grátis. 

Outros livros de José Rodrigues dos Santos com opinião publicada: 

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Desafio de Cinema (42/52) - Director Favorito



Estamos em contagem decrescente para o fim deste Desafio e, mesmo sem ter acabado, já ando a morrer de saudades antecipadas. É o mal das coisas boas e que nos dão prazer. Chegam ao fim e ficamos a recordar os bons momentos passados e a lamentar o seu término. Bem, mas o final ainda não chegou e ainda temos muitos filmes para partilhar, sugerir e divagar. 

O tema desta semana era escolher um filme do meu Director/Realizador favorito. O que me levou à questão de qual seria o meu realizador favorito. Depois de analisar com algum cuidado e ponderação, acabei por ter de eleger o alucinado Tim Burton. Precisamente, por ser um realizador diferente de tudo o que existe e fazer filmes únicos e sem comparação. 

Depois do realizador estar eleito, escolher o filme que te iria sugerir revelou-se tarefa mais complicada, porque são tantos e tão bons que a pessoa até fica perdida sem saber o que fazer e com vontade de partilhar todos. Só que não pode ser assim, embora possas e devas ir espreitar o resto da lista porque vale bem a pena. 

Para hoje, elegi o primeiro filme de Tim Burton que me recordo de assistir. E recordo-me com clareza porque a reacção foi intensa pois nunca tinha visto nada tão fora da caixa, como agora está muito na moda dizer-se, e ao mesmo tempo tão engraçado e hilariante. Uma aventura que mistura, na mesma casa, fantasmas que não querem partir e pessoas tão loucas quanto eles. 

Trata-se de Beetlejuice - Os Fantasmas Divertem-se, um filme dos idos anos 80 que me introduziu neste universo alternativo e pouco convencional. Aliás, este realizador foge mesmo de tudo o que é convencional e do que está estabelecido. A cada filme traz algo de novo e é uma lufada de ar fresco que nos chega de Hollywood. 

O que achas da loucura de Tim Burton? Qual o teu filme favorito deste realizador? E lembravas-te deste filme? 


Sinopse
O que fará um casal fantasma yuppie quando a sua tranquila e acolhedora Nova Inglaterra é invadida por refinados nova-iorquinos? Contrata um "bio-exorcista" em part-time para assustar os intrusos. E todos levam pela medida grande!

O realizador Tim Burton junta-se a Michael Keaton em Beetlejuice - Os Fantasmas Divertem-se. O resultado? Uma comédia notável, onde dois mortos não querem ficar mortos e alguns vivos os querem no mundo dos mortos. 

Alec Baldwin, Geena Davis, Winona Ryder e Sylvia Sidney oferecem-nos actuações doutro mundo, aos quais se juntam o fantástico design de produção do filme, a banda sonora da autoria de Harry Belafonte e uma irrepreensível caracterização dos personagens, vencedora do Óscar da Academia para Melhor Maquilhagem. Exorcise o seu direito ao divertimento. Diga a palavra começada por "B" três vezes, e tenha um dia maravilhoso! 


Acompanha o Desafio de Cinema - 52 Filmes em 52 Semanas e vê os próximos temas. 

domingo, 8 de outubro de 2017

#Livros - O Pavilhão Púrpura, de José Rodrigues dos Santos



Sinopse
Pode uma ideia mudar o mundo?

Nova Iorque, 1929. A bolsa entra em colapso, milhares de empresas fecham, milhões de pessoas vão para o desemprego. A crise instala-se no planeta. 
Salazar é o Ministro das Finanças em Portugal e a forma como lida com a Grande Depressão granjeia-lhe crescentes apoios. Conta com Artur Teixeira para subir a Chefe de Governo, mas primeiro terá de neutralizar a ameaça fascista. 

O desemprego lança o Japão no desespero. Satake Fukui vê o seu país embarcar numa grande aventura militarista, a invasão da Manchúria, na mesma altura em que tem de escolher entre a bela Harumi e a doce Ren. 

Lian-Hua escapa a Mao Tse-Tung e vai para Peiping. É aí que a jovem chinesa e a sua família enfrentam as terríveis consequências da invasão japonesa da Manchúria. 

A crise mundial convence os bolcheviques de que o capitalismo acabou. Estaline intensifica as colectivizações na União Soviética e o preço, em mortes e fome, é pago por milhões de pessoas. Incluindo Nadezhda. 

O mundo à beira do abismo. 

Considerado pelos portugueses o seu maior escritor, José Rodrigues dos Santos acompanha-nos numa viagem palpitante à perigosa década de 1930 na companhia de figuras históricas como Salazar e Chiang Kai-Shek. O Pavilhão Púrpura traz-nos o segundo tomo da mais ambiciosa saga da literatura portuguesa contemporânea. 

Opinião
Como prometido, aqui estou para falar do livro O Pavilhão Púrpura, segundo na mais recente saga de José Rodrigues dos Santos. A vantagem de ter os livros em casa é que, quando se termina o primeiro, corre-se a ir buscar o segundo e a aventura continua, como se nada fosse. Foi assim que parti para este novo livro e me deliciei com o que por lá se passou.

Devo dizer que está longe de ser uma leitura leve. Aliás, ainda não li nada deste autor que assim seja, mas este livro revela-nos algumas realidades que me afectaram enquanto pessoa. Na verdade, nenhum dos protagonistas teve uma história de vida fácil, contudo, desta vez, a que mais me incomodou está relacionada com os Russos. Perceber o que acontecia na União Soviética e o que se fez às pessoas é, de facto, violento e desumano.

Mais uma vez, vamos viajando entre o extremo Comunista para o extremo Fascista, quase sem perceber porque se odeiam tanto, quando têm tanto em comum. Aqui continuamos a nossa viagem pelo século XX pós Grande Guerra e com os cenários provocados pela Grande Depressão em Portugal, na China, no Japão e na União Soviética. É uma aula de História em constante movimento entre países e culturas.

É incrível como o autor nos consegue fazer um retrato, não só político destes países, mas também cultural e ideológico. As diferenças que nos separam são muito mais deste último âmbito do que económico e financeiro. É inquietante perceber o quanto os Japoneses se acham superiores aos restantes povos, e é nesse país que conhecemos pela primeira vez a polémica eugenia.

Um conceito que se tornou popular por todo o mundo, em especial na Alemanha como todos sabemos, com a discussão em torno da superioridade das raças e dos países a inflamar os governantes. Quer-me parecer que foi esse o grande impulsionador da Guerra que se seguiu no mundo. É assim que vamos acompanhando as correntes ideológicas e a sua influência nos diferentes locais.

É, definitivamente, um livro emocionante que nos revela muito sobre as reacções dos povos aos mesmos estímulos e ideias e nos apresenta um retrato desses negros anos de crise económica e social. O problema surgiu quando, terminei de ler este livro, com um capítulo do mais perturbador que já li, e percebi que teria de esperar pelo terceiro! Eu bem disse que não queria começar sem ter a colecção completa. A minha paciência já não sobrevive a estas angústias de esperar para saber como acaba uma trama, meus amigos.

No entanto, foi lançado O Reino do Meio, que já comprei e já li e que conto partilhar a opinião durante a próxima semana. Fica atento! Já andas a ler esta saga contemporânea? Qual a tua opinião? 

"Observando o santuário apinhado de gente e os símbolos escaqueirados, com a liturgia prestes a iniciar-se, e comparando tudo aquilo com o que se passava na União Soviética, pareceu-lhe difícil, apesar da sua tenra idade, não reparar nas espantosas semelhanças entre o cristianismo e o comunismo. Um era branco e o outro vermelho, um tinha o patriarca e o outro o secretário-geral do Partido Comunista, um padres e o outro comissários políticos, um missas e o outro comícios. Ambos contavam com zelotes encarregados do respeito pela ortodoxia, o texto sagrado de um era a Bíblia e o do outro O Capital, o profeta de um era Jesus e o do outro Marx, o símbolo de um era a cruz e o do outro a foice e o martelo. A imagem de Jesus crucificado estava por toda a parte e o retrato de Marx, Lenine e Estaline também. De resto num havia irmãos e no outro camaradas, as seitas de um eram ortodoxos, católicos, protestantes e coptas e as do outro socialistas, comunistas, anarquistas e fascistas. Ambos tinham crentes, um seduzia as crianças na catequese e o outro no Komsomol, um rezava o pai-nosso e o outro cantava a Internacional, um juntava as palmas das mãos e o outro erguia o punho. 
E, já agora, por que razão os crentes comunistas odiavam tanto as outras religiões? 
Porque eram rivais."

Podes encomendar o teu exemplar aqui, com 10% de desconto em cartão e portes grátis. 

Outros livros de José Rodrigues dos Santos com opinião publicada: 

Anjo Branco
O Homem de Constantinopla
Um Milionário em Lisboa
A Mão do Diabo
Vaticanum
As Flores de Lótus

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

#youzz - Campanha Catisfactions



Já se tinha passado tanto tempo desde a minha última campanha, que pensei que a querida Comunidade youzz se tinha esquecido de mim. Há cerca de um ano, tive o prazer de participar na Campanha Innéov Pre-Hyaluron e, antes disso, na Campanha Água Micelar Garnier e, desta vez, vamos conversar sobre uma Campanha direccionada para os nossos amigos de quatro patas. 

O que significa que recebi cá em casa uma caixinha cheia (mesmo cheia!) de coisas boas para os gatos cá de casa. Nessa minha rica caixa, chegou uma imensidão de snacks de galinha da Catisfactions, que procuram unir uma recompensa saborosa e ao mesmo tempo saudável para mimar os nossos felinos. 


Estes snacks são ricos em vitaminas e minerais, com uma textura crocante por fora e suave por dentro, tem menos de 2 calorias por peça e não tem corantes nem conservantes. Parece-te bem? Pela parte que me toca, que é como quem diz, pelo feedback que os meus gatos me têm dado, estão mais que aprovados, pois eles pelam-se pelo seu snack do dia. 


Além desta caixa, verdadeiramente cheia de pequenas embalagens com snacks Catisfactions, recebi também um conjunto de vales de desconto para que tu também possas dar ao teu gato este maravilhoso snack. No entanto, preciso saber se temos muitas pessoas com gatos em casa e se querem mesmo ter esta oportunidade. Quem entra nesta aventura Catisfactions??

Caso ainda não estejas inscrito nesta plataforma, inscreve-te na youzz e coloca o meu código pessoal ziam2m3wv7.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Vencedora do Passatempo Oriflame by Orineves



Neste Domingo, chegou ao fim mais um Passatempo fantástico, bem como as minhas adoradas férias. O que significa que, além de já andar atolada em trabalho até aos olhos (por enquanto, afinal, só se passaram dois dias), teremos um feliz vencedor. Quer dizer, uma vencedora, como vem sendo hábito, que os produtos de beleza parece que atraem o mulherio e os senhores ficam com vergonha e desistem. 

Fazem mal, que as vossas mulheres ficariam felizes com uma surpresa destas, mas vocês lá sabem, homens deste mundo. Antes de anunciar o nome que tanto queres, tenho de voltar a agradecer ao meu parceiro de sucesso, Joaquim Neves, por continuar a proporcionar-me a mim e a ti, que me segues, produtos excelentes. 

Passando ao que interessa, a vencedora do passatempo é: 

Inês Graça, de Sesimbra

Parabéns!!!
Esta noite receberás um e-mail da minha parte para reclamares o teu prémio e forneceres os dados de envio. Fica atenta à tua caixa de e-mails, sim? 

Consegues adivinhar qual será o próximo Passatempo? Só dou uma pequena pista... Tem a ver com a festa temática deste mês! Adivinhas? 

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Desafio de Cinema (41/52) - De Comédia



É oficial, as férias chegaram ao fim. Pelo menos, no que diz respeito ao ano de 2017 já não há nada para ninguém. É uma chatice, mas hoje já é dia de trabalho, de horários e responsabilidades infinitas. Como tudo o que é bom, acaba depressa. É a mesma coisa que acontece com este nosso Desafio de Cinema que se encontra na recta final. 

Mas não vamos cá falar de coisas tristes, que o tema desta semana é para rir e muito. Por acaso até é um género que não aprecio muito, especialmente, para ir ver ao Cinema. Acabo sempre por dar prioridade a outros filmes que beneficiam mais de um ecrã gigante. Depois não sou pessoa que ria de tudo e de nada, o que resulta em alguns filmes que simplesmente me passam ao lado. 

No entanto, existem alguns filmes de comédia que ficam na memória. É o caso do que hoje te trago. É um filme, ou melhor, uma série de filmes, que acompanha uma geração e dificilmente existirá alguém que desconheça este fenómeno mundial. Refiro-me ao inesquecível American Pie. Quem não se lembra das trapalhadas de Jim? Ou do fanfarrão do Stifler? 

Um filme repleto de episódios próprios da adolescência e da obsessão que todos os adolescentes sentem em relação ao sexo. Rapidamente encontramos semelhanças com amigos ou amigas desses tempos e as gargalhadas ainda são mais especiais por isso mesmo. 

Recordaste deste filme? Qual o teu favorito de todos os lançados até à data? 


Sinopse
Jim está como todos os adolescentes da sua idade que ainda são virgens - desesperado! Depois de ser apanhado a ver um filme porno na televisão, a tentativa com uma bela colega também deu para o torto. Resta-lhe Michele, a flautista da banda...
O amigo de Jim, Kevin, só quer agradar à namorada Vicky e depois de descobrir um livro sobre 'como o fazer', só pode mesmo ser bem sucedido. 
Oz ou Casanova, como prefere ser chamado, só tem olhos para Heather, uma rapariga do grupo coral, mas 'fazê-lo' vai-lhe sair bem caro...
Quanto a Finch, a sua fama precede-o, mas só Jessica sabe toda a verdade. 
E Stifler, já com 'experiência sexual', se calhar vai pensar duas vezes antes de beber outra vez uma cerveja.
É rir, do princípio ao fim! 


Acompanha o Desafio de Cinema - 52 Filmes em 52 Semanas e vê os próximos temas. 

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Actos Eleitorais - Porque querem vencer?



Sabes que isto de estar a gozar os últimos dias de férias deste ano de 2017 tem sido avassalador. É que a pessoa sente-se na obrigação de aproveitar ao máximo todos dias e noites, o que se agravou com o aniversário da melhor amiga calhar precisamente nesta semana, e quando damos por ela já avisto o dia em que terei de voltar ao trabalho e na tortura de pensar se ainda me lembro de alguma coisa do pouco que tinha aprendido entretanto. 

Enfim, são os problemas da classe trabalhadora, não é verdade? Tanto que no meu último dia de férias será também o dia que o nosso Presidente da República escolheu para irmos às urnas dizer de nossa justiça. São muitas responsabilidades para uma pessoa só, é o que tenho a dizer. Para perceberes a gravidade da coisa, este post era para ter sido escrito no início da semana. Foi impossível. Aliás, se for analisar bem a coisa seria impossível até ao ano de 2034. 

No entanto, se quero mesmo falar sobre estas eleições convém que me apresse. E tendo em conta ao dia em que estamos, achei por bem que o melhor seria mesmo apressar-me e tratar disto hoje porque, segundo ouvi dizer, na véspera da multa falar de política. Não sei se a regra se aplica aos blogs mas, como sou tesa, achei por bem não pagar para ver, que é como quem diz, descobrir da pior forma, pagando a dita multa.

Já não é novidade que gosto dos temas políticos, afinal é algo que nos afecta de uma forma incontrolável. Basta pensar no tema Trump, que se encontra lá do outro lado do Atlântico e que, ainda assim, pode nos colocar a todos no epicentro de uma Guerra Mundial. Mas não vamos dispersar que não é de egos inflamados que vamos falar hoje. Ou talvez seja...

Não deve existir nada de mais deprimente do que ver as campanhas autárquicas que se fazem por este Portugal a fora. Parece quase aquelas disputas que a malta fazia pela presidência da Associação de Estudantes do Liceu, que não servia para rigorosamente coisa nenhuma. Não é à toa que se multiplicam os programas para gozar com os cartazes de políticos de Norte a Sul. 

Contudo, não é disso que quero falar, até porque os meios financeiros não são iguais, como todos bem sabemos. A minha dúvida prende-se com os motivos que levam um candidato a querem vencer uma eleição. É uma dúvida que me assola, porque olhando ao redor não consigo descortinar o que os faz guerrear, por vezes de forma feroz, pelo tacho ambicionado. 

Estou longe de ter uma cor política. Tenho o péssimo hábito (na óptica dos partidos, claro) de pensar pela minha cabeça e tirar as minhas próprias conclusões sobre os assuntos. O que, neste país, é coisa muito mal vista. Quando analiso candidatos em que tenho de votar, mais do que o seu partido, interessa-me perceber qual o mais capaz de servir o cargo a que se propõe. E é em alturas como esta, que percebo o que leva a que os portugueses estejam tão fartos da classe política. 

É extremamente difícil encontrar pessoas que, de facto, procurem fazer algo pelos outros. Pela sua comunidade, pelos seus pares. Representá-los devidamente. Honrar os votos que receberam. É como procurar uma agulha no palheiro. Eu, por exemplo, vivo numa aldeia deste país, onde só conheço um candidato à minha Junta de Freguesia que é o actual Presidente. 

Será dele o meu voto, até porque acredito no seu trabalho e quero acreditar que irá fazer um ainda melhor trabalho num próximo mandato. Porém, a verdade é que não me foi apresentado mais nenhum outro, embora existam. Não me chegou às mãos os seus projectos para a Freguesia nem nada que se assemelhe. É assim que se faz Campanha Eleitoral? Como podem as pessoas se sentir impelidas a cumprir um dever cívico se não  as procuram interessar nem nos assuntos locais, mais próximos de cada um, onde as propostas podem afectar e até melhorar a vida dessas pessoas de forma muito mais directa?? 

Posto isto, volto a afirmar, faz-se muito mal política em Portugal, sem qualquer margem para dúvida. Só que a abstenção não é a solução, minha gente! Como aqui disse, é preciso honrar um direito que nos foi dado, e que custou tanto a ser conquistado, e ir votar. Nem que não seja em ninguém. Mas ir! Vais votar no Domingo? Ou tens outros planos? 

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

#Livros - As Flores de Lótus, de José Rodrigues dos Santos



Sinopse
Pode uma ideia mudar o mundo?

O século XX nasce, e com ele germinam as sementes do autoritarismo. Da Europa à Ásia, as ondas de choque irão abalar a humanidade e atingir em cheio quatro famílias.

Inspirando-se em figuras históricas como Salazar e Mao Tse-Tung, o novo romance de José Rodrigues dos Santos conduz o leitor numa viagem arrebatadora que nos leva de Lisboa a Tóquio, de Irkutsk a Changsha, do comunismo ao fascismo o que faz de As Flores de Lótus uma das mais ambiciosas obras da literatura portuguesa contemporânea. 

Opinião
Passou cerca de uma semana desde o lançamento do livro O Reino do Meio e, portanto, parece-me a altura perfeita para começar a falar do início desta trilogia que me veio parar às mãos quando fui, em Julho, passar férias a casa do paizinho. Eles ainda não leram os livros e, como sabia que ainda tinha de esperar pelo livro final, nem queria trazer já porque sabia que se lhes pegasse me ia ficar a roer à espera de saber o desfecho da história. 

Pois que foi isso mesmo que aconteceu, meus amigos. Tentei evitar pegar neles, mas foi impossível e, quando dei por ela, já estava mergulhada nas aventuras das quatro personagens principais, colocados em quatro pontos geográficos diferentes mas estratégicos, porque irá chegar o momento em que as suas vidas se cruzam. Desta forma, viajamos entre Portugal, Rússia, China e Japão, e pelo que acontecia em cada um destes países desde o final do século XIX. 

É muito interessante tomar consciência do caminho que levou ao final da Monarquia em Portugal e o início conturbado da República, que levou ao descontentamento geral que conduziu aos militares ocuparem o poder com a pretensão de resolver os problemas do país. Nesta narrativa, terminamos com o pós Primeira Guerra Mundial e com Salazar a dar os primeiros passos como Ministro das Finanças. 

Quanto ao que se passa nos restantes países não irei desvendar porque apenas pretendo partilhar o espaço temporal em que esta narrativa acontece e não me pôr aqui a dar spoilers. Como seria de esperar, quando terminei o livro a história estava numa encruzilhada de tal forma empolgante em todas as frentes, que fui a correr à estante para continuar a acompanhar e descobrir o que ia acontecer a estas pessoas que nos absorvem e nos empolgam. 

Por isso, se queres conhecer um pouco do que aconteceu no mundo ao longo de todo o século XX, aconselho-te a começares por este livro e perderes-te nas malhas desta trama tão bem escrita, aliás como é hábito de José Rodrigues dos Santos. 

"O senhor está a pensar como um político!", devolveu o ministro das Finanças indigitado num tom mordaz. "Quer agradar às pessoas para recolher a aprovação delas, mas já lhe expliquei que é essa justamente a raiz do problema. Há certos momentos em que um governante tem de aplicar medidas desagradáveis para salvar o país. Se fosse possível recuperar Portugal com medidas fáceis, senhor general, pode ter a certeza de que a pátria já tinha sido salva há muito tempo. Não existe coisa de que um político mais goste que uma medida fácil e popular. Se o país ainda não foi salvo é porque não existem soluções fáceis, apenas medidas duras e difíceis. Numa democracia, em que os governantes precisam dos votos do povo para subirem ao poder e se manterem lá, não é possível aplicar tais medidas. Como deve calcular, ninguém ganha eleições a prometer rigor, por mais necessário que ele seja."

Podes encomendar o teu exemplar aqui, com 10% de desconto em cartão e portes grátis. 

Mais opiniões sobre livros de José Rodrigues dos Santos:

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Desafio de Cinema (40/52) - Filme Épico



Esta semana, estamos de volta ao dia que corresponde ao Desafio de Cinema para escolher um filme épico, daqueles que nos enchem a vista e nos insuflam os sentimentos. Apesar de, neste exacto momento em que estou a escrever já ter escolhido o filme, só ao escrever esta pequena e singela introdução me ocorreu um outro filme épico que poderia muito bem aqui figurar. 

Mas não vamos dispersar as nossas atenções para outras opções, muito embora, esteja totalmente receptiva às tuas sugestões. Só que só depois de conheceres a minha escolha que é... o inesquecível Gladiador. Uma história inspiradora sobre um homem que perde tudo e acaba no final da hierarquia social, sendo obrigado a tornar-se um Gladiador para entreter as massas em Roma. 

Uma força da Natureza que nos dá uma imensidão de lições e nos fazem sentir nas suas dores as nossas. A prova de que o Homem pode ser maior do que si próprio e as suas acções mais poderosas quando não buscam o proveito próprio. 

Já conhecias o Gladiador, certo? Que outro filme épico me recomendas?


Sinopse
O General que se tornou escravo. O escrava que se tornou Gladiador. O Gladiador que desafiou um Império. Vencedor de cinco Óscares da Academia, incluindo o de Melhor Filme e Melhor Actor, Gladiador é uma combinação deslumbrante de acção vívida e uma história épica emocionante. Descobre o poder sem igual de Gladiador, extraordinariamente realizado por Ridley Scott e apresentando uma excelente interpretação de Russel Crowe, aclamado pela crítica como "um épico de escala monumental". 


Acompanha o Desafio de Cinema - 52 Filmes em 52 Semanas e vê os próximos temas. 

sábado, 23 de setembro de 2017

#Livros - A Herança de Judas, de James Rollins



Sinopse
Uma ameaça lendária renasce para aterrorizar o mundo moderno. Um thriller de cortar a respiração!

Das profundezas do Oceano Índico surge uma horrível praga para devastar a humanidade - uma doença desconhecida, imparável... e mortal. 
A bordo de um navio convertido em Hospital improvisado, a Dr.ª Lisa Cummings e Monk Kokkalis, agentes da organização clandestina Força SIGMA, procuram respostas para a estranha calamidade quando, num golpe brutal e imprevisto, um grupo de terroristas assalta o navio, transformando uma nave de compaixão num laboratório flutuante de armas biológicas. 

Bem longe dali, o comandante da SIGMA, Gray Pierce, frustra os planos criminosos de uma bela mulher - uma candidata a assassina que tem em seu poder a primeira pista para a descoberta de uma possível cura. Com o destino de cada ser humano a pesar na balança, Pierce junta forças com a mulher que o queria matar e, em conjunto, iniciam uma espantosa demanda - cujos meandros envolvem túmulos venezianos, catedrais bizantinas e ruínas incrustadas na selva, seguindo o rasto do mais lendário explorador da História: Marco Polo.

Enquanto um implacável louco segue cada um dos seus passos, Gray e a inesperada aliada são arrastados para um surpreendente mistério bem enterrado na Antiguidade. E à medida que o ponteiro do relógio os aproxima do dia do Juízo Final, Gray Pierce percebe que não pode confiar em ninguém - nem na enigmática criatura que actua ao seu lado, nem mesmo naqueles que estão lhe mais próximos - porque cada um deles pode ser... um Judas.

Opinião
Tal como aconteceu com A Carta Proibida, este foi mais um livro que chegou da colecção de casa do meu pai e me deixou presa até à última página e com uma vontade imensa de ler mais deste autor e, particularmente, da sua extensa lista de livros escritos com esta Força SIGMA. Até aqui só coisas positivas, que a pessoa gosta sempre de descobrir novos autores para descobrir livros interessantes e que não me teriam chamada à atenção de outra forma. O problema é que a minha conta bancária não fica propriamente feliz com a despesa que este meu vício literário significa, até porque este senhor tem mesmo muitos livros publicados que quero muito ler.

Voltando ao livro de hoje, A Herança de Judas, confesso que comecei a ler enquanto esperava pela chegada às minhas mãos de outros desejos literários mais urgentes, sem grandes expectativas e total desconhecimento do que me esperava. O início é logo inquietante e deixa no ar uma série de perguntas que só serão totalmente entendidas ao longo da trama. É esta dose certa de mistério e suspense que nos agarra e que dificulta a tarefa de encostar o livro para dormir umas horas como tem de ser.

Foi o que me aconteceu e me fez ir trabalhar com umas valentes olheiras, mas valeu bem a pena porque a história é mesmo das que eu gosto. Um mistério que envolve uma grande dose de História e personagens facilmente identificáveis, através de uma lenda relacionada com o célebre Marco Polo, que teve oportunidade de conhecer a Ásia do seu tempo.

No entanto, ao mesmo tempo que nos transporta aos mistérios de um passado distante, coloca-nos também frente a frente com dilemas dos mais actuais que existem, onde as armas químicas são uma realidade e tudo se faz para as encontrar e vender ao melhor preço. A Ciência e a História cruzam-se para nos contar uma aventura passada em diversos locais e sob diferentes pontos de vista, o que só enriquece a narrativa.

Não vou continuar a escrever, porque tenho a sensação de que me vou entusiasmar e vou acabar a falar de mais e dizer coisas que tu, que estás a pensar seriamente em ler o livro, não vais crer ler para não perder o efeito surpresa delicioso que poderás ter ao longo da história. Contudo, tenho de recomendar este livro, porque vale mesmo a pena e prometo, assim que me seja possível, voltar a trazer este autor para que possas verificar comigo se a minha opinião positiva se mantém ou se desvanece após esta obra.

Já conhecias este livro? Que outros livros de James Rollins me recomendas para próxima leitura?

"Gray tinha ficado calado durante esta troca de palavras, observando, de olhos semicerrados. Vigor podia quase ver as engrenagens a girar, as ganchetas a entrarem em novas ranhuras. Tal como Alberto, Gray tinha uma mente única, uma maneira especial de fazer malabarismos com fragmentos díspares e descobrir novas configurações."

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Passatempo - Oriflame by Orineves



Como ontem prometi, aqui está o passatempo com os produtos que recebi e irei partilhar contigo, para que também possas a ficar a conhecer e experimentar o que de bom a Oriflame tem para oferecer. Conto contigo?


Os prémios que podes ganhar são:

1. Recipientes de Viagem para Cosméticos
2. Lápis de Olhos Kohl Dual Drama The ONE, no tom Canary Teal

Para te habilitares a estes prémios só precisas de:



Alguma regras: 
  • Só é permitida uma participação por pessoa. 
  • Passatempo válido para Portugal Continental e Ilhas. 
  • O nome do vencedor será divulgado aqui e será contactado por e-mail, ao qual terá de responder em 48 horas. Se o prémio não for reclamado nesse prazo, será realizado novo sorteio.
  • Termina em 1 de Outubro.
Agora que já estás a participar e enquanto esperas pelo resultado, dá uma vista de olhos pelo novo Catálogo e vê as inúmeras oportunidades que por lá encontras. 

Boa sorte a todos!!! 

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

#Parceria - Recebidos Oriflame by Orineves 13-2017



Cá estamos de volta para mais uma ronda de recebidos, desta vez com algum atraso, mas o que conta é que cá estão para que fiques a conhecer mais alguns produtos da marca que dispensa apresentações, a Oriflame. Para quem acabou de chegar e não sabe, estes produtos são recebidos no âmbito da Parceria estabelecida com a Equipa Orineves, que muitas alegrias me tem dado ao longo dos últimos meses. 

E como nunca se agradece demasiado, quero deixar o meu muito obrigada ao Joaquim Neves por mais uma entrega cheia de coisas giras e que, como vem sendo meu hábito, irei também partilhar contigo. Temos gente interessada em mais um passatempo??


Posto isto, o que recebi e vai ficar para meu uso pessoal foi um lindo espelho de bolso, com duas faces, sendo uma delas ampliadora, perfeita para levar na minha mala e muito útil para qualquer retoque necessário ao longo do dia. Na verdade, já se encontra na minha bolsa de cosméticos e quer-me parecer que seremos amigos por muitos e longos anos. 

A mesma coisa aconteceu ao segundo produto que recebi e se encontra na foto, o Bálsamo de Lábios Lip Spa Care The ONE. É o tipo de produto que utilizo mesmo com frequência devido aos meus lábios sensíveis e que ficam gretados tanto com o calor como com o frio que já anda a espreitar. Já tinha recebido, em Março, um BB Lip Balm desta gama que me tem acompanhado desde então e que, consequentemente, está a dar as últimas, e só posso fazer elogios ao dito. Portanto, a fasquia está alta e tenho as maiores expectativas sobre este novo produto que irei experimentar. 

Quanto às minhas impressões, não te preocupes, que te conto tudo, assim que tiver uma opinião formada, pois só assim me faz sentido escrever sobre as coisas. Enquanto esperas por mais reviews, fica com as antenas ligadas, porque estou a preparar o próximo passatempo para muito em breve! 

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Vencedores dos Passatempos 5.º Aniversário



Rufem os tambores que já temos uma resma de vencedores para anunciar! É verdade que os Passatempos comemorativos do 5.º Aniversário terminaram no Domingo passado e tive muito com que me entreter nos entretantos para descobrir os devidos vencedores de cada prémio. O trabalho foi concluído com sucesso e chegou a hora de saberes se vais ser um dos felizardos. 

Antes disso, sem querer te fazer esperar demasiado, quero agradecer a todos os simpáticos parceiros que se juntaram a mim e que permitiram fazer desta festa uma ocasião ainda mais especial. Sem vocês nada disto seria possível, como é óbvio. Quero também agradecer-te a ti, que segues este blog e me dás o prazer da tua companhia, pois é para ti que continuo desta lado a escrever e a partilhar ideias. 

Agora, vamos ao que interessa, certo? Sem mais demoras, os vencedores são:


André Silva, de Paredes


Cláudia Costa, de Feijó


Alexandra Guimarães, de Cascais

Liliana Silva, de Cantanhede

Silvana Martins, de Fafe

Rui Alves, de Água Longa


Carina Sofia, de Palmela

Berta Vinagre, da Marinha Grande

Cristina Azevedo, da Amadora

Mariana Trindade, de Abrantes

Madalena Almeida, de Guimarães


Vera Ferreira, de Santa Maria de Lamas

Irão receber durante o dia de hoje um e-mail a solicitar os dados de envio, para que possam receber o vosso estimado prémio, ao qual terão de responder em 48 horas, como já sabem. 

Para os passatempos onde existe mais do que um prémio, a ordem anunciada corresponde à ordem em que os livros foram apresentados. Ou seja, o primeiro vencedor irá receber o primeiro livro apresentado e assim por diante. 

Parabéns a todos!!! 

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Desafio de Cinema (39/52) - Banda Sonora



Começo por pedir desculpa pelo atraso no lançamento da nossa rubrica semanal, mas a pessoa teve de comemorar devidamente o início oficial das suas férias e só chegou a casa já era manhã. Portanto, tornou-se mesmo impossível adiar o aconchego da cama e ignorar o sono dominante, ainda para mais porque veio uma chuvinha gostosa para embalar os meus sonhos. 

Agora que já lamentei por ter-te feito esperar, vamos dar início ao Desafio de Cinema desta semana, com uma filme escolhido pela sua Banda Sonora. O que, à primeira vista, não foi uma tarefa tão fácil ou tão óbvia como tinha imaginado. Existem milhares de músicas emblemáticas que me remetem para grandes filmes, alguns dos quais já aqui falei e outros que ainda irei falar. 

No entanto, eu queria um filme que gostasse, essencialmente, por causa da música. E foi dessa forma que me ocorreu o super divertido Do Cabaret para o Convento. Com uma actriz das mais engraçadas de que tenho memória e que me dá vontade de rever só por causa dos momentos musicais que são deliciosos. 

Eu que nem sou grande fã de comédias, simplesmente adoro este filme e a sua sequela. Quero acreditar que a malta da minha geração e mais velha, deve-se lembrar de tantas e tantas vezes que passou na televisão nacional, numa época em que não existia televisão por cabo e milhentas alternativas como acontece hoje. Contudo, a malta mais nova se calhar não se recorda disto e quero acreditar que poderá passar um bom bocado, regado com muitas gargalhadas, com este filme.

E tu, já conhecias este filme? Qual a tua música favorita em Cinema?


Sinopse
Quando uma cantora de cabaret testemunha um crime perpetrado pela máfia, a polícia esconde-a num convento vestida de freira, onde ela tem bastante dificuldade em se integrar. 


Acompanha o Desafio de Cinema - 52 Filmes em 52 Semanas e vê os próximos temas. 

domingo, 17 de setembro de 2017

#Livros - Harry Potter and the Philosopher's Stone 20th Anniversary Edition



Sinopse
Celebrate 20 years of Harry Potter magic with four special editions of Harry Potter and the Philosopher's Stone. Gryffindor, Slytherin, Hufflepuff, Ravenclaw... Twenty years ago these magical words and many more flowed from a young writer's pen, an orphan called Harry Potter was freed from the cupboard under the stairs - and a global phenomenon started. Harry Potter and the Philosopher's Stone has been read and loved by every new generation since.

To mark the 20th anniversary of first publication, Bloomsbury is publishing four House Editions of J. K. Rowling's modern classic. These stunning editions will each feature the individual house crest on the jacket and line illustrations exclusive to that house, by Kate Greenaway Medal winner Levi Pinfold. 

Exciting new extra content will include fact files and profiles of favourite characters, and each book will have sprayed edges in the house colours. Available for a limited period only, these highly collectable editions will be a must-have for all Harry Potter fans in 2017.

Opinião
Pois é, minha gente, voltamos a um tema recorrente por estas paragens, a saga Harry Potter. É um tema que me apaixona até hoje e que me deixa invariavelmente em pulgas perante algo de novo, quando pensamos que está tudo feito e tudo dito. 

Depois de ter agarrado a oitavo Harry Potter, primeiro em Inglês e depois em Português, dei por mim a reparar que a paixão está tão viva como nos tempos em que ainda nem sequer se avizinhava o seu desfecho. Como tal, não fiquei indiferente à notícia dos vinte anos do lançamento do primeiro livro e ainda menos quando descobri que seriam lançados livros comemorativos.

Estou a falar de edições especiais de Harry Potter e a Pedra Filosofal, mais precisamente de quatro edições especiais, um para cada casa de Hogwarts. Assim que os meus olhos bateram nestes livros eu soube que eles teriam de ser meus! Porque nunca se tem demasiados livros de Harry Potter, ao contrário do que pensa a minha mãe. 

Desta forma, fui a correr saber mais sobre o assunto e se já estariam disponíveis em Portugal. Estavam e tratei logo de encomendar o meu exemplar da equipa que me aquece o coração, Gryffindor. Parecia uma criança, sempre à espera do senhor dos CTT, como quem espera a chegada do Pai Natal em Dezembro. 

Até que o dito chegou a minha casa e voltei a sentir a emoção de receber um novo livro da saga, esquecendo quase que se trata de algo que já li e reli vezes sem conta. No entanto, este livro é especial, como certamente já percebeste. As ilustrações são lindas de morrer e emprestam toda uma nova dimensão à história. E depois, os novos conteúdos são deliciosos! Logo no início nos deparamos com algumas e terminamos também com outras tantas. 

Não te vou contar o que podes encontrar, até porque não sou fã de spoilers, mas tenho a certeza que qualquer fã desta série se vai apaixonar por estes livros e por tudo o que lá pode encontrar ou reencontrar. Afinal, não deixa de ser um belo pretexto para voltar a ler o primeiro livro de Harry Potter (e consequentemente os outros de seguida!). E a minha estante ficou tão mais bonita com este novo livro! 

Agora, como seria de esperar, fiquei desejosa de comprar os três que me ficaram a faltar e já ando a analisar atentamente o meu orçamento para perceber como e quando terei possibilidade de os adquirir. A única certeza é que farão parte da minha colecção, em última instância, poderá muito bem se tornar a minha prenda de Natal para mim mesma. 

Quanto à história, é de facto tão deliciosa hoje, que tenho 31 anos, como foi para a menina de 12 ou 13 anos que era na época em que li pela primeira vez. Mais interessante com certeza, porque sei coisas que na época não sabia e que não entendia na sua plenitude. Continua a ser, na minha opinião, uma excelente forma de incentivar as crianças/jovens a descobrirem o prazer da leitura, sem esquecer a mensagem e os valores do Bem que estão presentes da primeira à última página de todos os livros. 

Já conhecias estas Edições Especiais? Diz-me, também vais querer ter, certo?? Qual a tua equipa de eleição? Gryffindor, Slytherin, Ravenclaw ou Hufflepuff? 

"Welcome to the bravest and most daring house at Hogwarts. While others may be content viewing the world through the words in a book, or sitting back and going with the flow, Gryffindors won't rest until they make their mark on the world. They are proud to take after their house founder, Godric Gryffindor, who never shied away from standing up for what he believed was right."

Podes encomendar o teu exemplar (igual ao meu) aqui, com 10% de desconto imediato e portes grátis. 

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Viver ou partilhar o momento?



Vivemos tempos vorazes, onde a informação chega em quantidades monstruosas e a velocidades estonteantes, certamente merecedoras de uma multa ou outra por excesso de velocidade. É que faz mesmo falta legislar estas infracções, porque tanto informação pode mesmo atropelar-nos, causando graves danos, senão físicos, psicológicos. Não te sentes assim, por vezes? 

Antigamente, dizia-se que a uma mulher séria não bastava sê-lo, tinha de parecer. Adaptando aos nossos dias, seria algo do género "a uma mulher séria não basta sê-lo, tem de partilhar com o mundo que o é". Estamos perante uma sociedade cada vez mais centrada no seu umbigo, com todas as consequências que daí advêm. 

Claro que não foi hoje que cheguei a esta brilhante conclusão. Sou detentora de uma conta de Facebook, desde 2009, e ao longo dos últimos oito anos tenho reparado na evolução de fotos próprias de cada um. O meu feed foi sendo invadido por mais e mais fotos, às vezes onde não mostram nada além da vontade de aparecer do seu protagonista. 

No entanto, a ficha caiu-me durante este Verão. Quem acompanha o Facebook do blog (se ainda não segues, aproveita para deixar aqui o teu like) sabe que fui assistir ao Concerto da Ivete Sangalo, no Meo Arena. E foi, precisamente, enquanto via e ouvia o furacão do Brasil, que dei comigo a reparar na quantidade de pessoas que se encontrava a assistir de telemóvel na mão. Mais preocupados em fazer um Directo para as redes sociais ou filmar o concerto para mostrar aos amigos, do que a desfrutarem da música ou a divertir-se naquele momento. 

Terá sido a constatação do óbvio, pois quer-me parecer que não te estou a dar novidade nenhuma, certo? A verdade é que me senti chocada por reparar que estas pessoas eram a maioria e não um pequeno grupo a ter em conta. E o pior, na minha opinião, é que isto se reflecte em tudo na vida e não apenas em concertos e coisas que tal. A malta anda mais preocupada em tirar a foto no sítio da moda do que em olhar à sua volta e perceber a beleza dos lugares ou apenas e só o prazer da companhia que nos cerca. 

Quanto a mim, e apesar de ter um blog para alimentar e redes sociais para movimentar, continuo  a preferir viver os momentos ao máximo, sem me preocupar em registos para a posteridade ou para puro exibicionismo. E quanto a ti? Vives o momento? Ou partilhas? 

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Desafio de Cinema (38/52) - Futurístico



Os passatempos continuam, mas o Desafio de Cinema também. Tem sido sempre com grande prazer que, semana após semana, procuro um filme espectacular para partilhar contigo, de forma a que possas ficar a conhecer ou recordar um excelente momento de Cinema.

Grande parte dos filmes que aqui tenho partilhado, são moradores de minha casa e fazem parte da minha colecção de DVD's e o filme desta semana não irá fugir a essa regra. Quando pensamos em filmes futurísticos, rapidamente me ocorre um clássico dos anos 80, Regresso ao Futuro. No entanto, não me apetecia escolher algo tão óbvio, além de que a data em que se passava a trama já é passado.

E assim chegamos à minha real escolha, um filme que fez as delícias de muitos nos idos anos 90 e do qual tenho excelentes memórias. Falo de Homem Demolidor, com o brilhante Wesley Snipes, no papel de vilão, e com Stallone, um actor que se tornou no meu guilty pleasure. O filme passa-se em 2032 e retrata uma sociedade evoluída onde já não existe crime nem violência.

Por outro lado, o preço a pagar por esta paz forçada é bastante elevado. As liberdades individuais são quase inexistentes e as opções para escolher são reduzidas a um ponto difícil de imaginar à luz do que hoje conhecemos. A malta torna-se de tal forma civilizada que chega-se ao cúmulo de se ter esquecido do prazer do sexo.

Apesar dos inúmeros momentos cómicos, especialmente quando dois homens do século anterior são "acordados" e se deparam com todas as mudanças, é impossível não pensar no que seria existir numa sociedade onde o livre arbítrio é uma mera recordação de outros tempos.

Já conhecias este filme? O que achas dele?  


Sinopse
Estamos no ano 2032 e o psicopata Simon Phoenix (Snipes) desperta de um congelamento de 35 anos, escapando-se da Prisão de Cryo, para encontrar uma serena e pacífica Los Angeles pronta para o assalto. Incapazes de lidar com o estilo brutal de Phoenix típico dos anos 90, os oficiais procuram um polícia à antiga para lutar com um criminoso à antiga. Assim, ressuscitam o sargento John Spartan (Stallone), injustamente cumprindo uma pena na Prisão de Cryo, devido ao seu último encontro com Phoenix. Sandra Bullock e Benjamin Bratt também defendem a lei, nesta terrível mistura de acção e humor. 


Acompanha o Desafio de Cinema - 52 Filmes em 52 Semanas e vê os próximos temas.