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terça-feira, 13 de junho de 2017

#Livros - Harry Potter e a Criança Amaldiçoada



Sinopse
Em 2016 chega-nos em português o novo livro de Harry Potter, o célebre personagem de J. K. Rowling. Harry Potter e a Criança Amaldiçoada (Harry Potter and the Cursed Child) traz de volta as personagens mais carismáticas da série: Harry, Ron e Hermione, agora adultos, mas também os respectivos filhos e com estes desafios novos... e antigos:
- O que aconteceu depois de Hogwarts?
- E com o fim de Voldemort, estará o mal erradicado de vez?

Baseado numa história original de J. K. Rowling, John Tiffany e Jack Thorne, Harry Potter e a Criança Amaldiçoada - a nova peça de teatro de Jack Thorne -, cuja estreia mundial decorreu no West End, em Londres, no passado dia 30 de Julho, é a primeira história oficial de Harry Potter a ser apresentada em versão teatral. 

Foi sempre difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele se tornou num muito atarefado funcionário do Ministério da Magia, casado e pai de três crianças em idade escolar. 
Enquanto Harry luta com um passado que se recusa a ficar para trás, o seu filho mais novo, Albus, tem de se debater com o peso de um legado familiar que nunca desejou. Quando o passado e o presente se cruzam, pai e filho confrontam-se com uma desconfortável verdade: por vezes as trevas vêm de lugares inesperados.

A oitava história. Dezanove anos depois.

Opinião
O livro de hoje não é propriamente uma novidade total. Afinal, já aqui falei de Harry Potter and the Cursed Child, livro que nos veio devolver o fascínio e o mistério de voltar a ter uma nova história desta saga que deixou uma saudade imensa e incomparável.

Mas como prometido é devido, aqui estou para falar um pouco sobre a história, agora traduzida para o nosso português. Uma tradução que está bem longe de ser perfeita, o que já esperava dada a rapidez com que foi realizada. Mais ainda pelo facto de não contar com nenhuma das pessoas que o fez ao longo dos sete livros anteriores. Pode parecer apenas um pormenor, mas não estamos a falar de uma história comum, mas de todo um universo criado, com especificidades singulares e que, na minha opinião, deveria ter contado com alguém habituado a tudo isto.

A minha paixão por Harry Potter é lendária, o que podes comprovar nesta TAG se ainda te restarem dúvidas. É inacreditável e impossível de transmitir por palavras a emoção de segurar um novo livro. No entanto, quando me propus a ler a versão traduzida imaginei que seria uma leitura calma, pausada, sem ânsias pois já conhecia o seu desfecho. Quanta ilusão da minha parte...

Assim que comecei a ler Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, senti-me novamente mergulhada no universo mágico. Presa entre os campos de Hogwarts e os gabinetes do Ministério da Magia. E posso dizer que só parei de ler na última página, já o dia tinha nascido. Com todas as falhas que esta história possa ter, só por recuperar esta sensação de alheamento consciente já valeu a pena.

Passando à história propriamente dita, este será o momento em que deves parar caso ainda não tenhas lido o livro, pois existirão alguns spoilers. Não pretendo contar o enredo nem irei revelar nada que estrague a leitura, mas ainda assim se não queres saber mais nada é melhor voltares quando tiveres o teu livro, ok?

Volto a afirmar que não me sinto familiarizada nem delirante com o estilo dramático. Estamos todos habituados a uma narrativa extensa, repleta de pormenores e informações interessantes e que ajudam a compor a história, o que não será encontrado neste novo Harry Potter. Os diálogos são, na maioria, muito pobres e desprovidos de conteúdo.

Por exemplo, o que fizeram com o Ron é uma coisa um tanto ou quanto irritante. Está certo que ele nunca foi o supra-sumo da inteligência, as suas piadas tornaram-se lendárias, bem como o seu talento para a inconveniência. Mas daí a retratá-lo como alguém sem capacidade para a acção, que SÓ diz piadas durante todo o livro, talvez seja demais.

O filho do Harry, Albus Potter, é um miúdo intragável. Espero que no final tenha, de facto, aprendido a lição e se torne alguém mais interessante, porque o que nos é apresentado não permite criar muita empatia. Já o Scorpius, filho do Draco Malfoy, é do melhor que já vi. Inteligente, com sentido de humor e com verdadeiro sentido de lealdade. A amizade destes dois é tão forte que nos derrete.

Aliás, o próprio Draco ganha um lado mais emocional, até porque esta deverá ser a primeira vez que nos deparamos com o seu ponto de vista, actual e do passado. O momento em que revela que sentia inveja da amizade do nosso trio é emocionante, bem como a forma como se alia ao lado dos seus antigos inimigos para proteger o filho.

Muito podia dizer sobre este livro e outro tanto já foi dito por essa Internet a fora, mas o que quero que entendas é que é um formato diferente do que estamos habituados e que por isso mesmo a experiência é diferente. Mais pobre, certamente. O que não retira o seu valor como o relato do que aconteceu após a Batalha de Hogwarts que culminou com o fim de Lord Voldemort.

Afinal, a magia está toda lá, à espera que olhes para ela e te apaixones, como tantos outros antes de ti. Alinhas nesta viagem?

"Tudo o que sempre quis foi ir para Hogwarts e arranjar um amigo com quem fazer asneiras. Tal como o Harry Potter. E arranjei o filho dele. Mas que sorte tão louca."

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